Péter Balikó
Origens
Péter Balikó nasceu em Budapeste a 2 de abril de 1965. Desde muito cedo teve um contacto próximo com a arte: cresceu junto do seu avô materno, Féry Antal, mestre húngaro da xilogravura, uma presença que marcaria para sempre o seu olhar sobre a pintura.
Deixou a Hungria aos 8 anos, viveu em Paris durante quatro anos, e mudou-se depois para Portugal, onde reside atualmente.
Formação e percurso
Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, concluindo a sua formação em 1982. O contexto económico e social do Portugal pós-revolucionário condicionou, no entanto, as suas escolhas profissionais: viria a licenciar-se em Matemáticas Aplicadas e a construir carreira nas áreas de tecnologias de informação e, mais tarde, gestão da mudança, área em que atua atualmente como consultor independente.
O gosto pela arte nunca se perdeu. Foi só com o nascimento do primeiro filho, em 1996, que Péter voltou a pegar nos pincéis, inicialmente em aguarela, nos tempos livres. "Dava-me uma grande paz de espírito e prazer."
O primeiro óleo, a primeira exposição
Pintou o seu primeiro óleo para o primeiro aniversário do filho. O resultado teve tal aceitação entre amigos e família que o incentivaram a continuar. Em dezembro de 1997, realizou a sua primeira exposição na Fortaleza de Peniche, com 25 telas a óleo e 3 aguarelas. Foi, nas suas palavras, "um sucesso tal que eu próprio não esperava".
Inspiração
Nascido num país sem mar, Péter dedica grande parte do seu tempo à contemplação deste elemento. A luminosidade da costa portuguesa, a beleza natural dos Açores e, mais tarde, das Maldivas, tornaram-se a sua principal fonte de inspiração, com os seus contrastes de luz e sombra, cor e neutralidade dos horizontes costeiros.
Situa o seu trabalho entre o Romantismo e o Impressionismo, influenciado por mestres como Turner, Daubigny, Corot, Monet e Cézanne, sempre com técnicas de pinceladas rápidas, atraídas pelas vibrações atmosféricas das paisagens.
Para além da pintura
Fora do atelier, Péter divide o seu tempo por outras paixões: o maquetismo e modelismo ferroviário e naval, o desporto, e mais recentemente a agricultura e a jardinagem, tudo isto conciliado com a vida em família. "Tenho um plano semanal com objetivos, no qual o fim de semana desempenha um papel fundamental."
Ao longo dos anos
Momentos de mais de vinte e cinco anos de exposições: inaugurações, conversas com visitantes, e a Fortaleza de Peniche, onde tudo começou.
Féry Antal, o avô
A história do mestre húngaro da xilogravura que primeiro lhe mostrou o caminho da arte.